segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Análise da fala do Governador por Ana Rosa Silva

O repórter Paulo Leite do Minas Urgente sempre fala sobre a greve dos educadores de maneira mais imparcial e cobra à sua maneira uma solução do Governo . É um dos únicos, que permite a participação ao vivo dos telespectadores pelo twitter.
Eu sempre participo do programa que vai ao ar todos os dias às 14horas na Band.



Abaixo, posto a análise de uma companheira e mais nova amiga de twitter Ana Rosa Silva, que também está na luta pelo cumprimento do PISO!!


Análise do PRONUNCIAMENTO do Governador ANASTASIA, por uma professora indignada com tanta mentira e manipulação, mesmo pra um político brasileiro, desculpem-me os políticos honestos que ainda temos.


“Conduta desse governo com os servidores públicos do Estado tem sido de muito respeito”


Que respeito é esse que tira dos servidores todas as conquistas conseguidas ao longo dos anos e através de muita luta. Muito me admira a declaração do PROFESSOR Antonio Anastásia, a única coisa que ele não teve nesse pronunciamento todo, foi respeito.


“nós nos esforçamos muito para conferir as conquistas históricas dos servidores públicos que felizmente hoje eles usufruem, conseguimos pagar os salários no 5º dia útil, conseguimos pagar integralmente o 13º salário no mês de dezembro de cada ano”


Tudo o que está sendo dito acima nada mais é que o cumprimento de alguns deveres por parte do Governo. O problema é que esse governo diz garantir direitos mas, se quer cumpre com todas as suas obrigações, visto o piso também é obrigação do governo e isso ele se recusa a pagar.


“ A remuneração do sistema da educação em Minas Gerais é um sistema muito antigo, é um sistema na realidade que existe há muitas décadas, e esse sistema é um sistema pouco claro, é um sistema que não permite uma clareza total em relação a remuneração como um todo, ele se compõe de um vencimento básico acrescido de diversas parcelas, diversas gratificações e adicionais formando um verdadeiro emaranhado remuneratório de difícil compreensão e que leva também há muitas dúvidas de natureza jurídica e de interpretação e até mesmo de difícil aplicação pelo sistema da Secretaria da Educação e do Planejamento”


Esse sistema antigo e cheio de penduricalhos funcionou bem até a aprovação da LEI do PISO, só depois passou a ser de difícil entendimento. É justo aí que fica a questão o PISO é VENCIMENTO BÁSICO, sobre o qual ainda tem que ser pagas toas as gratificações e todos os adicionais, enquanto SUBSÍDIO é junção de toda a remuneração, inclusive esses “penduricalhos”, ficou claro por que o governo agora acha o sistema antigo difícil de ser entendido? Para mim, mais claro impossível. Aí o Sr Governador vem falar de respeito...


“o estado realizou um acordo com o SINDUTE e apresentou a Assembleia Legislativa que também aprovou uma nova sistemática de remuneração para os Servidores da Educação em Minas Gerais através de uma parcela única mais clara de maneira mais objetiva”


Aqui temos mais mentiras e desmandos, esse acordo com o SindUte, eu me lembro muito bem que o governo armou um circo chamado de comissão para estudar as maneiras de melhorar a remuneração, essa comissão era composta de membros da SEPLAG da SEE e do SindUte, o prazo para as negociações ainda não tinham acabado quando o governo divulgou o novo projeto de lei que instituía o Subsídio. Usou de má fé para acabar com uma greve que estava prejudicando sua candidatura criando a dita comissão e passou a perna nos professores que agiram com a boa fé que esse mesmo governo diz esperar nas negociações.


“a lei federal determina para o ingresso no nível médio de escolaridade o valor de 1187,00 por 40 horas semanais a nova norma do subsídio em Minas determinou o valor de 1122,00 para 24 horas semanais, ou seja, 57% a mais do que aquele valor estabelecido no piso salarial”


Fazer essa comparação sem mencionar que piso é só salário base e que subsídio engloba todos os benefícios é agir de má fé com o povo. Sou PEB3D na carreira antiga, meu salário proporcional ao PISO seria: Vencimento básico: 1030,00 + 20% de pó de giz + 10% de quinquênio + 20% de Biênio, num total de 1545,00, no subsídio fui posicionada como PEB1A com remuneração de 1324,00, isso sem mencionar que no subsídio não tenho direito a biênios e quinquênios. Difícil fazer as contas?


“com base em indicadores, do próprio Governo federal nós conseguimos obter o primeiro lugar no IDEB para o ensino básico nas suas primeiras séries, e uma posição de destaque entre os Três primeiros igualmente em relação as outras séries do ensino fundamental e médio entre nós da mesma forma temos hoje um indicador de 86% das nossas crianças de oito anos lêem e escrevem com fluência, conseguimos indicadores também muito bom nas nossas olimpíadas nacionais, que de matemática quer de português, tudo isso graças ao esforço de toda a comunidade escolar, das famílias e especialmente dos professores”


Essa foi a única verdade dita nesse pronunciamento, apesar de muito mal remunerado e de sempre ser tratado com desrespeito por esse governo, o professorado mineiro sempre se preocupou com a educação e com seus alunos a confirmação está no resultado do IDEB que não tem mérito nenhum do governo.


“o SindUte iniciou um movimento, por diversas motivações, esse movimento teve inicialmente um pedido de reajuste de 300% sobre a remuneração, repito, 300% sobre a remuneração dos servidores do quadro do magistério, resultou daí uma paralisação parcial, essa paralisação parcial encontra-se hoje com os seguintes números: 1,5% das escolas estão totalmente paralisadas, cerca de 19% parcialmente paralisadas, o que significa que 90% dos professores estão regularmente em sala de aula”


O SindUte não iniciou o movimento ele só representa uma classe sempre deixada de lado e passada pra trás pelo governo, se estamos exigindo o PISO, pelas contas do próprio governo não exigimos os 300% que ele afirma, só se ele reconhecer que o que paga é um terço do que deveria se pagasse o piso. E, se a paralisação parcial fosse realmente tão pequena não estaria preocupado e nem tentando contratar substituto, pois o impacto seria mínimo. Não vou discutir aqui os motivos de quem não tá na greve, mas com certeza medo é um deles.Compromisso todos temos com a educação, o único a provar que não liga é nosso querido Governador.


“e nessa boa fé o governo voltara a solicitar ao seu procurador geral de justiça, chefe do ministério público do estado que convide o sindicato e o governo para chegarmos a uma posição de equilíbrio”


Aqui chegamos ao ápice... boa fé só existe por parte dos professores, isso o governo já deixou claro. Pedir ao MP que sirva novamente de mediador é outra piada, o MP deveria fazer com que o Governo cumprisse sua maior obrigação hoje: PAGAR O PISO.


Ana Rosa Silva.



Agradeço a colaboração da professora Ana Rosa Silva



Comentários:


Educadora de Contagem disse...

Pagar o nosso salário no 5º dia útil do mês( simplesmente o governo NÂO está nos fazendo nenhum favor) Ele está cumprindo LEI.
Essa é boa, toda vez nossos governantes colocam essa lenga lenga nos nossos ouvidos. Eles colocam esse pagamento, como se estivessem nos fazendo um favor. Ora essa!!!
Cumpra a lei do PISO governador!!!!

Anônimo disse...

"Com a contratação de substitutos para os grevistas abre-se um precedente perigoso, uma vez que qualquer categoria que entar em greve terá substituto. Imaginem policiais em greve e contratndo substitutos. Juízes em greve e contratando substitutos, metalúrgicos em greve e contratando substitutos. Ou será que só a sucateada educação vai permitir isso. Não precisam responder. Na educação QUALQUER UM PODE SUBSTITUIR."

João Paulo Ferreira de Assis disse...

Prezada amiga e companheira Professora Cristina

Com sua devida vênia transcrevo comentário feito no Blog do Euler:

João Paulo Ferreira de Assis disse...
Prezado amigo Professor Euler

O Anastasia está aprontando mais uma com os professores. Estamos prestando atenção na greve e o governo dele pressionando prefeitos a municipalizar escolas estaduais.
Li isto no remediosmg, o site da minha terra, que é do meu primo Sérvulo Geraldo da Silveira, o Servinho. Estourou uma bomba em Senhora dos Remédios: a municipalização da Escola Estadual Dona Urquiza Diniz Chagas, no Distrito de Palmital dos Carvalhos. Lá fiz um comentário que aqui vai transcrito, com a sua devida vênia:

Então o Ginásio do Palmital vai ser municipalizado? Já passei por isso. Os efetivos da escola ficarão adjuntos e o Estado deverá pagar os seus vencimentos. Assim creio eu. Talvez se faça o mesmo com os efetivados pela Lei 100. Os designados, estes já serão contratados pela Prefeitura.
Sei disso, porque eu fui adjunto na Prefeitura de Ressaquinha de 1998 a 2000.
Isto se esta municipalização for nas mesmas regras da de 1997.
Não duvidem da Prefeita que alega estar sendo pressionada, porque sei como isto é. A SRE deve ter pressionado mesmo. Sem contar que depois que o Acórdão foi publicado Anastasia está em palpos de aranha. Tem que PAGAR OU PAGAR. E esta municipalização talvez seja para o Estado economizar dinheiro, porque apesar de ele ter que pagar os vencimentos dos efetivos, estes só usufruem de férias prêmio se o município aceitar pagar um professor no lugar.

Saudações, e ATÉ A VITÓRIA!!!!!

João Paulo Ferreira de Assis.

29 de agosto de 2011 16:10

Cristina Costa disse...

Ai, João Paulo, mais esta agora!!!

Camila Darós disse...

Parabéns tia Ana Rosa! Adorei os comentários. Que as pessoas reflitam e também enxerguem toda essa mentira e que os professores se unam para mudar isso. Se for preciso greve, então façam greve. Estamos em greve nos IF's há quase um mês e o governo está começando a se posicionar. Abraço.
Camila.

João Paulo Ferreira de Assis disse...

Prezada amiga Professora Cristina

Lá na minha terra disseram que a prefeita é que pediu para o Anastasia municipalizar a escola. Teve uma tal de Ana, que deve ser anastasista que me respondeu que tinha sido a prefeita que eu tanto defendo. Aí eu respondi para ela:

E naturalmente o Governo de Minas vai atender, e o Governador que foi muito bem votado aí, vai agradecer à prefeita por isso. E vai municipalizar mais do que depressa, pois ele não sabe o que fazer com o Acórdão do STF. É PAGAR OU PAGAR.

Já que foi a prefeita que pediu, ele também PODIA TER DITO QUE NÃO ACEITAVA QUE O MUNICÍPIO ASSUMISSE A ESCOLA. AUTORIDADE PARA ISSO ELE TEM, E ATÉ PARA DESOBEDECER LEI FEDERAL.

Lamento por quem vai ficar adjunto no município.

Como você viu eu dei uma pisada naqueles reaças da oposição remediense, com um sapato ferrado. Pisei bem no calo deles, pois lá eles babam o ovo do Anastasia e do Lafaiete Andrada.

Saudações, e ATÉ A VITÓRIA!!!!!

João Paulo Ferreira de Assis disse...

Prezada amiga e companheira de luta Professora Cristina

Queira perdoar-me, usei um termo impróprio no comentário anterior.

João Paulo Ferreira de Assis.

Anônimo disse...

Está sendo divulgado no facebook:
divulgue aqui também NO DIA 31/08, VAMOS FAZER ESFORÇO PARA DEMONSTRAR NOSSA INSATISFAÇÃO !!!!

SAIA DE PRETO, EM LUTO PELA EDUCAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA/MINEIRA E COM UMA PANELA NA MÃO PARA FAZERMOS UM GRANDE PANELAÇO NAS RUAS DE BELO HORIZONTE!!!!!
Assembleia 14h

.

Piso já provocou 5.000 ações

http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=180885,OTE&IdCanal=


Ana disse...

Cris,
Assim que vc souber notícias sobre a reunião de hoje do sindicato com o MP, posta aqui pra gente, tá?
Nós do interior dependemos dos blogs pra termos informações do que acontece aí.
Muito obrigada.
Ana

Anônimo disse...

Ai Cris,
Que silencio é esse? E a reunião do sindicato com o MP hj? Estamos ansiosos por notícias.

Mais uma desculpa da Secretária Renata Vilhena

É dureza acordar e dar de cara com mais uma entrevista que pelo visto, indica a falta de vontade política do governo em cumprir com a lei e acabar com a greve.

Como o governo vai resolver este "impasse" criado para protelar a greve é um problema dele. Diminua as mordomias, os números de assessores, os cargos comissionados, as comissões, enfim, não vou ficar aqui pensando pra a Secretária de Planejamento , ela é paga e muito bem para isto.

O que a sociedade espera é que o governo dê o bom exemplo: cumpra a lei.


Veja o que saiu no jornal O Tempo:

A semana começa com a expectativa de que o governo de Minas apresente uma proposta para encerrar a greve dos servidores da educação, que completa hoje 82 dias. Depois da posição do Supremo Tribunal Federal (STF) em favor dos professores, no meio da semana, a reivindicação da categoria ganhou novo fôlego e o Estado agora estuda maneiras para pagar o piso nacional - uma possibilidade é escalonar o pagamento.


O STF determinou que os Estados paguem o piso nacional de R$ 1.187,97 aos profissionais da educação básica com carga horária de 40 horas semanais, em cumprimento à lei 11.738/2008. Além disso, o Supremo descartou como forma de pagamento o sistema de subsídio, que incorpora ao salário os benefícios e gratificações conquistados ao longo do tempo.


Enquanto não há consenso, o Estado garante não ter como cumprir a determinação do STF por falta de recursos e por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal, que impõe limites de gastos. Mesmo assim, a secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, afirma que está fazendo cálculos para tentar atender os professores sem comprometer os cofres estaduais.


Do outro lado, a categoria alega que a insistência do governo em manter o subsídio e em não pagar o piso são ferramentas para defasar os vencimentos dos professores. O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) ameaça continuar a greve se a decisão do Supremo não for cumprida. Os sindicalistas argumentam que tentam desde o ano passado manter negociações com o governo, mas que o Estado não se dispôs a dialogar e, em uma ocasião, ficou três meses sem se manifestar sobre o assunto.


Por enquanto, certo mesmo é que o impasse continua pelo menos até depois de amanhã, data da próxima assembleia dos professores.


Minientrevista
"Eu não consigo entender esse confronto. Está faltando pé no chão e bom senso do sindicato"
Renata Vilhena Secretária de Estado de Planejamento e gestão

GIL LEONARDI/SECOM - MG

Por que o governo criou o subsídio? Em 2008, com a determinação do governo federal para implantar o piso nacional da educação, nós começamos a estudar uma forma para implementá-lo. A carreira da educação é a mais complexa do Estado. Ao longo dos anos foram se criando uma série de gratificações que traziam uma falta uma clareza para os profissionais em relação a seus direitos. O subsídio incorporou todos esses direitos em um valor único para garantir ao servidor a manutenção dos benefícios. O sindicato participou da criação do subsídio.


O governo vai pagar o piso nacional no valor de R$ 1.187,97? Cumprir essa decisão impacta em bilhões no orçamento do Estado. Temos uma Lei de Responsabilidade Fiscal para cumprir. Se a gente extrapolar, todos os convênios serão suspensos e a União vai nos multar. O que adianta o governo dizer que vai cumprir o piso de imediato e não poder pagar. Será que algum servidor quer voltar para a situação antiga de salários atrasados?


O Estado alega que não pode cumprir o piso devido à Lei de Responsabilidade Fiscal. Por outro lado, o sindicato afirma que não suspende a greve. Como fica esse impasse? Estamos abertos à negociação. Vamos estudar a possibilidade de pagar escalonado, sem ultrapassar o orçamento. Há também a alternativa de contratação de professores para todas as séries para tentar amenizar o prejuízo.


Essa contratação não fere o direito de greve previsto na Constituição Federal? Não. Entendemos que esses mais de 80 dias de paralisação são um dano irreparável para a sociedade. E, diante disso, estamos estudando uma forma de fazer novas contratações. Mas a gente espera mesmo é bom senso por parte do sindicato.


O MEC pode liberar recursos para Minas cumprir com o piso? Não, a portaria que regulamenta a lei do piso nacional impede que 16 Estados recebam recursos. A verba só pode ser repassada a Estados que tenham repasses do Fundeb (Fundo de manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), o que não é o caso de Minas

.

Especialistas afirmam que Minas terá que pagar o piso retroativo a janeiro de 2010, data limite determinada pelo STF para o cumprimento da lei sancionada em 2008. O governo vai cumprir? Quando os cinco Estados impetraram uma ação no STF, foi publicada uma liminar que autorizava que, até o julgamento final da ação, o piso seria a remuneração. O julgamento foi em abril de 2011. Então não há dúvida de que até abril de 2011 quem pagava através do subsídio cumpria a lei. A dúvida é se o pagamento será feito a partir de abril ou da data da publicação, em 24 de agosto. Isso certamente será alvo de algum recurso para esclarecimento.


Como será feita a reposição das aulas perdidas? Isso precisa ser feito o quanto antes, os alunos já foram muito prejudicados. É importante dizer que temos 58 escolas totalmente paralisadas. Isso corresponde a 0,42% em todo o Estado.


Os salários cortados serão pagos no fim da greve? Estamos aberto a negociações. Ano passado pagamos, e os servidores não fizeram a reposição como previsto. Eles ficaram devendo mais de um milhão de horas/aula.


O piso nacional abre precedente para outras categorias? Sim, infelizmente. Mais uma vez é a União legislando sem conhecer a capacidade financeira dos Estados.


Minientrevista
"A cada momento o governo usa uma justificativa. É sinal que não há disposição real para negociar"
Beatriz Cerqueira Coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE)

Léo fontes

O governo afirma que a proposta de criação do subsídio foi feita em parceria com o sindicato. É verdade? Por um lado sim, nós participamos das reuniões. Mas não pedimos uma proposta de subsídio, e, sim, de piso. Como as nossas propostas não foram atendidas, o sindicato não assinou a versão final. Só tivemos acesso ao documento quando ele chegou à Assembleia Legislativa. Existem cerca de 50 propostas de emenda para essa lei, o que comprova que ela não favorece o servidor.


O Estado alega que não tem como cumprir o piso nacional por falta de orçamento, além de não poder desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal. Como fica a greve diante desses argumentos? A greve não será suspensa. Não podemos aceitar essa justificativa. Para se ter uma ideia, em um ano o Estado aumentou, em média, 20% os gastos com contratos administrativos. Se não tivesse dinheiro, não teria como aumentar o valor do subsídio como fez recentemente. Há uma contradição, para o subsídio não há Lei de Responsabilidade Fiscal e para o piso a regra existe? Não há coerência nesse argumento.


O Estado estuda a possibilidade de fazer novas contratações para retomar as aulas. Isso pode enfraquecer a greve? Temos muito fôlego ainda. Eles não conseguiram nem preencher as vagas para o terceiro ano. O governo precisa parar de buscar paliativos e resolver de vez a situação da categoria.


A secretária afirma que não tem como aumentar o orçamento da educação e que o Estado não pode receber recursos do MEC. Vocês aceitam esse argumento? O MEC só injeta recursos nos Estados que não têm condições de arcar com os custos estimados para cada aluno dentro de sala de aula. Isso mais uma vez comprova que Minas é um Estado rico e que pode pagar o que é de direito para o servidor público.


O governo aguarda decisão final do STF para saber a partir de quando terá que pagar o piso. A dúvida é se paga o valor retroativo a abril ou a agosto deste ano. Como o sindicato entende essa situação? Eles terão que pagar a diferença desde 2008, data que ficou estabelecido o piso salarial. Vamos entrar na Justiça para reaver o que nos é devido. A decisão do STF comprova que o servidor público está sendo lesado.


O governo afirma que, das 13.780 escolas do Estado, 58 estão totalmente paradas, o que representa 0,48%. É esse o número? Temos 50% de adesão à greve em todo o Estado. Em números absolutos, são 794 escolas fechadas em Minas. Claro que o governo não tem interesse em mostrar a força do movimento. Se fossem só essas 58 escolas, a greve não teria a repercussão que está tendo. Toda a sociedade está sensibilizada com nossa causa. As pessoas sabem que as nossas reivindicações são legítimas.


O Estado se diz aberto à negociação para pagar os dias cortados no período de greve. Mas alega que, no ano passado, a categoria não cumpriu com a reposição proposta e ficou devendo mais de um milhão de horas/aula. Ótimo que eles querem negociar. Agora, de onde eles tiraram esse número de horas? Durante as reposições fomos fiscalizados até pelo Ministério Público. Se esse número fosse real, era sinal que o próprio governo estava sendo negligente em permitir esse dano.



Fonte:

http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=180778,OTE&IdCanal=

Participem deixando lá seus comentários eu já deixei!


Vamos ver qual será o próximo pacote de maldade que o governo irá soutar. Não esperamos alguma coisa bem diferente disto para a greve acabar!!


"Só pisamos na escola com o piso!!!"

Se você tem estômago forte ouça o pronunciamento do Governador Anastasia

http://www.agenciaminas.mg.gov.br/audios/governador/8823-pronunciamento-do-governador-antonio-anastasia-sobre-a-greve-na-educacao





Comentários:


Débora Martins disse...

Nossa, vamos aguardar a ladainha de Zazá, vai falalr agora às 10h na Itatiaia... Mas creio que se ele não falar direitinho vai inflamar mais ainda a nossa categoria!
Força até o fim!!!
Piso já - integralmente!!!

Educadora de Contagem disse...

Como pode um governo tentar enganar a opinião pública o tempo todo??? Antes alegavam que pagavam mais do que o piso do MEC aos professores, agora afirmam que não tem dinheiro para pagar o piso e cumprir a determinação do STF, para pagar mais que o piso tem dinheiro, para pagar o piso não. Brincam com a inteligência do povo, com a honestidade e ombridade de uma classe tão sofrida!!!!

Educadora de Contagem disse...

A Senhora Renata Vilhena ainda não entendeu que os professores não querem negociar nada com eles. O que nós queremos é o nosso PISO implantando no nosso contracheque, nada mais!!! Queremos também tudo o que o governo nos deve desde 2008.

Anônimo disse...

O governo afirma que, das 13.780 escolas do Estado, 58 estão totalmente paradas, o que representa 0,48%. É esse o número? Temos 50% de adesão à greve em todo o Estado. Em números absolutos, são 794 escolas fechadas em Minas. Claro que o governo não tem interesse em mostrar a força do movimento. Se fossem só essas 58 escolas, a greve não teria a repercussão que está tendo. Toda a sociedade está sensibilizada com nossa causa. As pessoas sabem que as nossas reivindicações são legítimas.( entrevista da Beatriz, jornal O Tempo,retirado do blog da cris)
Sinceramente, nem 1000 escolas em greve, credo....que classe é essa que nem pára aumentar nossos salários não entram em greve!! odeio esses professores pelegos!!São umas classes de passa fome com certeza!!nós professores em greve estamos carregando 12.786 escolas nas costas!! sei não estou ficando desestimulada com essa fala!!desculpem mas é o que estou sentindo agora que acabei de ler!!

Anísio Carlos Arantes disse...

POR QUE O PROFESSOR FAZ GREVE?


Algumas respostas vindas das mentes mais brilhantes:


Platão: Porque busca alcançar o bem.


Aristóteles: É da natureza do professor fazer greve.


Maquiavel: A quem importa o porquê? Estabelecido o fim de fazer a greve, é irrelevante discutir os meios que se utilizou para isso.


Sócrates: Tudo que sei é que não sei.


Marx: O atual estágio das forças produtivas exigia uma nova classe social de professor, capaz de fazer greve.


Einstein: Se o professor faz greve ou a greve se sobrepõe ao professor, depende do ponto de vista. Tudo é relativo.


Freud: A preocupação com o fato de o professor fazer greve é um sintoma de insegurança sexual.


Martin Luther King: Eu tive um sonho. Vi um mundo no qual todos os professores serão livres para fazer a greve, sem que sejam questionados seus motivos.


Nietzsche: Ele deseja superar a sua condição de professor, para tornar-se um superprofessor.


Kant: O professor seguiu apenas o imperativo categórico próprio dos professores. É uma questão de razão prática.


Blaise Pascal: Quem sabe? O coração do professor tem razões que a própria razão desconhece.


Sartre: Trata-se de mera fatalidade. A existência do professor está em sua liberdade de fazer greve.


Depoente na CPI: Instruído pelo meu advogado, nada tenho a declarar sobre o assunto.


Poliana: O professor faz greve porque é feliz. Afinal, a vida é tão bela!


Professora fura-greve: O sindicato só faz greve em época de eleição. Eles só pensam em política. Eu não participo dessas coisas porque não gosto de baderna e meu marido nem deixa…


Datena: É uma pouca vergonha… Uma barbaridade… Põe no ar… Põe no ar aí as imagens do professor fazendo greve.


O aluno: Por que sim.


Pai de aluno: Esses professores são todos folgados. Todos têm carro novo e ainda ficam reclamando. E seu meu filho tomar bomba por causa da greve? Ai o bicho vai pegar!


PSOL e o PSTU: A culpa é das elites estelionatárias, caucasianas e aristocráticas que usurpam a população, e os professores mostram a sua capacidade de luta em defesa dos seus direitos.


Presidente Lula: Nunca antes na história desse país o professor teve tanta oportunidade, ou seja, está até fazendo mais greve.


Anastasia: Agora que eu assumi (hic) nós continuaremos com os encaminhamentos dados pelo choque de gestão, tão bem aplicado pela nossa administração, resultando no subsidio que é melhor do que o piso nacional. Eu não negocio com professor em greve!


Secretária de Educação: Temos que aprofundar as questões pedagógicas que estamos implantando. Os dias parados devem ser repostos e sobre o financeiro não eu não digo nada.


Renata Vilhena: De nada adianta o governo dizer que vai cumprir o piso de imediato e não poder pagar. Eu não consigo entender esse confronto. Está faltando pé no chão e bom senso do sindicato


Sind UTE: A greve é um instrumento legítimo de nossa luta. Tudo que nós temos foi conquistado com greve, por isso vamos fazer greve até a vitória.


Dercy Gonçalves (no céu): Quero que a merda dessa greve vá para a puta que pariu!

Anísio Carlos Arantes, professor em greve
E.E. Maria Coutinho/Contagem

Cristina Costa disse...

Anísio,

Adorei, estamos todos aqui em casa impressionados com tamanha criatividade.

Parabéns!!

Anônimo disse...

Cris,
Como foi a reunião do sindicato com o MP hoje?
Por favor, mande-nos notícias.
Muito obrigada.
Auxiliadora


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domingo, 28 de agosto de 2011

Mais um desabafo...


Sugestão de nossa colega Vânia: Educadores de Montes Claros enforca o Subsídio


Amigos, fiquei sabendo através de nossa companheira e lutadora Adriana, que o governo acabou de gastar mais dinheiro que deveria ser para pagar nosso piso, nos principais jornalecos que circulam por ai, fazendo mais um comunicado à população.

Sinceramente, nem quero ler, mas segundo ela, além de elogiar os fura-greve, valorizar o Tampão, pelo excelente trabalho feito( os pobres alunos que o digam) , deixa claro que a greve continuará.

Queridos colegas que ainda estão nas salas de aula, vocês estão nos traindo , traindo seus companheiros de luta!!!

Acordem... enquanto é tempo...vocês estão ajudando o lobo, estão alimentando o inimigo , não é possível que vocês estão tão alienados assim a ponto de não perceberem que estão sendo usados para nos atingir. Nossa luta é por todos, é pelo bem da nossa carreira, venham se juntar a nós!!!

Senão, a sociedade saberá que a greve continua, pois alguns estão dando sobrevida ao governo.

Estes alguns são vocês, fura-greve e tampões.

Quanto aos substitutos tampões, até entendo em parte, este papel sujo, que se propuseram a fazer, pois a maioria está literalmente tampando buraco, fazendo bico na escola, não são professores...Mas o governo não quer saber disto, usa isto para continuar manipulando a opinião pública e se fazendo de bonzinhos...

Eu tinha prometido a mim mesma, que não iria convocar mais os fura-greves para a luta, mas julgo necessário alertá-los desta manobra do governo e resolvi então apelar pelo bom senso de muitos que ainda estão nas escolas:

Colegas, venham se juntar a nós, falta muito pouco para nossa grande conquista. Vocês são muito importantes para a unidade da educação, não fiquem sem participar deste momento histórico que estamos protagonizando.
Vocês podem se arrepender depois!!!

Venham!!! Vamos vencer juntos!!! Não fique do lado errado!!


Que Deus continue nos abençoando e nos dando muita sabedoria para enfrentarmos os embates que ainda virão até a vitória final!!!




comentários:

Beth disse...

Sou de tupaciguara e não consigo noticias de uberlandia do sindute não sei porque. voce sabe o que esta acontecendo por la me parecesse que os educadores de la não estão acreditando na greve será ainda Beth

Cristina Costa disse...

Beth,

Infelizmente não tenho notícias da região!

Anônimo disse...

Como a professora Cris falou,

Colegas que estão trabalhando, venham se juntar a nós! A hora é agora! Chega de ajudar o Anastasia e Renatinha a nos prejudicar. Sabemos que não é isto que vocês querem , afinal vocês que estão trabalhando furando greve , São educadores.Corram ao nosso encontro. Participem da próxima assembleia, sintam nossa energia. Mostrem p/ eles que não estão satisfeitos com o governo esta nos tratando. Saiam desta situação constrangedora que vocês se meteram...

Beth disse...

A cada momento intenso e apaixonado que você dedica a seu objetivo, um pouquinho mais você se aproxima dele. vamos educadores do triangulo já vencemos o acórdão agora queremos o PISO TUDINHO nada de parcelar VAMOS NOS UNIR E REFORÇAR A TURMA QUE ESTA INCANSSAVEL

vânia disse...

em Montes Claros a turma enforcou o subsidio de uma olhada no sindute
a fé move montanhas mesmo só volto a pisar na escola com o piso

Cristina Costa disse...

Vou olhar e compartilhar!

Anônimo disse...

O que mais mi intriga em tudo isso é que não vemos nenhum homem da justiça se manifestar a nosso favor.Com excessão do STF,,manifesta mas não age.Será que estão todos comprados por esse ditador.Onde está a OAB,,os juizes ,,prometores os advogados que não se manifestam nem de forma anônima,,aliás tem uma doutora em direito e prof da UFMG que se manifestou esses dias a nosso favor em um determinado jornal.Que tal se o sindicato contratar essa doutora.Se faltar grana fazemos uma vaquinha,,,precisamos de pessôas competentes do nosso lado.Será que esse governador não se toca,,,não pagar o piso representa muito mais que desgaste financeiros.Será um desgaste emocional muito grande,,,e,,com certesa o governo gastará muito mais com afastamentos e saúde do professor.Onde está a área médica para analisar tb,,esse outro lado da moeda.Por isso que não podemos desistir podem estar todos contra nós,,mas DEUS não desampara os justos ,,,com certesa venceremos.Abrimos aqui com permissão da Cris,,espaço para as autoridades ainda que seja de forma anômina possa dar seu parecer.Desistir NUNCA só voltaremos com o piso pago integralmente ou então juntaremos vários manual da constituição e queimaremos em praça pública para mostrar que nesse país não tem lei.

Anônimo disse...

Cris, por favor, me diga que estou no meio de um pesadelo, que isso não é verdade...
Meu Deus, o que faremos? Vc sabe se o sindicato, a Bia, já sabem dessa nota horrorosa do desgovernador? Que providências tomaram? E o MP? Estou muito triste e decepcionada...
Estado sem Lei...
Me responda, por favor!!
Paty

João Paulo Ferreira de Assis disse...

Prezada amiga e companheira Professora Cristina

Há momentos que eu tenho sentimentos contraditórios, como este agora em que eu li a última postagem do Euler. Penso que o governo vai nos fazer uma proposta indigna que não poderá ser aceita na Assembleia de 31 de agosto. Depois, alegando radicalismo nosso ele poderá recorrer às punições. Precisamos estar atentos. Precisamos inclusive de um plano de resistência passiva, como, por exemplo, não usarmos mais o CBC nas aulas, nem exigirmos dos alunos a obediência ao regimento escolar, caso o governo aja com brutalidade para forçar a nossa volta. Mas também tem horas que eu acho que o governo não vai se arriscar tanto, pois o preço político será muito alto. Veja, depois do desastre que foi a administração do Martim Andrada, irmão do Lafaiete Andrada, só há um nome para derrotar a atual prefeita de Barbacena Danuza Bias Fortes Carneiro: o pai deles, Bonifácio Andrada, que já será um velho de 82 anos. Mas de qualquer modo temos de pensar numa estratégia para a sala de aula, caso a nossa volta seja forçada.
1° - Dizer não ao CBC. Mas tem que ser os professores todos reunidos para dizerem isso na lata do diretor(a), das vices ou dos vices, e da inspetora da SRE. Não queremos o CBC e pronto. Eu sempre disse que quem muito abaixa o r [...ab...]o aparece. Não sei como é o CBC de Matemática, mas o de História é uma agressão à inteligência. Primeiro ele manda estudar a descolonização da África e da Ásia (1945-1975), e depois a 1ª Guerra Mundial (1914-1918). A respeito de Minas, nem uma palavra sobre as origens. Vai-se direto para a Inconfidência Mineira. Ouvi falar que o de Física também é horrível.

2° - Não cobrar dos alunos obediência ao regimento da escola, porém, sem acobertar o erro deles. Exemplo: foge um aluno da aula. No último horário chega a caderneta. O professor manda um outro entregá-la ao colega, mas antes toma nota do telefone de contato existente na caderneta e avisa os pais do fugitivo. Afinal se o Governador que é o primeiro cidadão do Estado desobedece à lei, e nada lhe acontece, em nome do artigo 5°, caput, da Constituição Federal, que proclama a igualdade jurídica entre os cidadãos, não podemos entregar os alunos indisciplinados ao rigor da disciplina escolar, pois estes alunos não são inferiores ao governador.

3° - Se o corredor está cheio de alunos, seja no horário de iniciar o 1° horário ou quando volta do recreio, não chamar os alunos para a sala. Deixar a assistente de disciplina e a vice-diretora se virarem. Se a vice chegar na sua sala e falar alguma coisa dizer: - não é minha função colocar aluno para dentro de sala.

4° - Pegar nota fiscal de todo o gasto que fizer em favor da escola. Ah! um quilo de canjica para a festa junina. Guarde o cupom do supermercado. Ah! um pacote de chamequinho para o xerox da escola, guarde a nota fiscal. Digo isto porque vejo comentaristas nos jornais dizendo que o que ganhamos é muito, que não fazemos nada. Então, vamos documentar tudo, e depois cobrar do Estado que nos indenize, afinal a obrigação do Estado era prover a escola do necessário para que a prática pedagógica tenha um mínimo de eficácia, e não nossa.

Saudações, e ATÉ A VITÓRIA!!!!


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Toda notícia da Greve dos educadores de MG que temos,nos chega através da imprensa...


Governo insiste em não chamar o Sindicato para negociar.

Toda e qualquer notícia que temos nos chega através da imprensa principalmente o Jornal O Tempo.

O Governo de Minas vem com esta atitude apenas comprovar o que já sabemos: o seu total falta de respeito com a categoria de greve a 82 dias.

A última notícia que tive foi a de que o governo estuda uma forma de pagar o piso. Eu pergunto, agora????

O governo estuda esta forma agora??? Gente, que incompetência administrativa é esta deste governo. Estamos em greve há 82 dias pelo pagamento do PISO que já era constitucional desde 6 de abril deste ano e só agora, o governo estuda forma escalonada de pagamento?

É no mínimo muito descaso com todos: alunos, pais, educadores e a sociedade de um modo geral.

Todos nós sabíamos que o acórdão não iria muda a decisão de constitucionalidade da lei, só o governo que não????

parece brincadeira mas pelo jeito não é.

Vejam a notícia no link abaixo:







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